D. Fátima, tá tudo bem com a senhora?... Era assim que a chamávamos e ela logo respondia: "Senhora está no céu", com aquela voz grossa que lhe era peculiar. Uma figura simples, humilde, cheia de fé, respeitada, amada, amiga. Um alguém que me chamava a atenção nas horas certas e até mesmo nas erradas... rsrs... Aquela que não media esforços para ajudar ao próximo seja no trabalho profissional, seja na vida pessoal. A que cuidava da mãe com uma devoção nunca antes vista por mim. Uma das pessoas mais devotas à Nossa Senhora que já conheci. A que falava a verdade doa a quem doer. A que dizia vou falar com "meu deputado" ou então, vou ligar para meu "amor" se referindo à mesma pessoa e dava aquela risada que só quem a conhecia teve o privilégio de ouvir. A que contava piadas nas horas mais improváveis. A que fazia a viagem longa e de difícil acesso para um distrito a melhor das viagens, sonhando com as galinhas caipiras que ia comer...rsrs.. A que sabia que não podia fumar e mesmo assim não largava o companheiro cigarro. E é porque, muitas vezes dizia: "Meu amigo, meu grande amigo e amado, que me chamava de "minha querida", morreu por causa disso, foi enterrado no dia do meu aniversário (2 de maio) e eu não aprendi. Ah, D. Fátima quanta falta nos faz com sua ausência... Sempre tinha um alguém para ligar nas horas em que existia um problema maior a resolver. E sabe de uma coisa? Ela resolvia sempre. A juventude e a garra estavam em suas entranhas. Grande companhia de farra. Mas, como dizia Renato Russo: "É tão estranho, os bons morrem jovens..."
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